Política

O novo normal, o mundo fake e pós pandemia

18/05/2020


O mundo se contorce em ondas de socorro para tentar sair da crise de pandemia do corona vírus. É certo, ainda muitos dos nossos irmãos serão subtraídos dessa existência vitimados pelo Covid-19. Os números de infectados e mortos são assustadores. Aumentam a cada dia. As cenas que se tem produzido diariamente para comunicar o evento através de televisão, internet e outros veículos, são aterrorizantes. Há, já em curso, uma expressão denominando o recente momento como sendo o Novo Normal. E aí, são questionados os novos conceitos de vida após a experiência desse vírus que circula entre todos, e para o qual não existe ainda, até o presente, vacina para combatê-lo.

No Brasil, a coisa tomou proporção ainda pior. A existência do vírus exige medidas radicais que tem impacto direto na economia do país, em diversos setores como indústria, turismo, trabalho, educação, serviços, e especialmente a saúde.

Mas, há outro componente agravante além da crise social. O confronto declarado entre o Governo e as Instituições. Em vez de preocupar-se com a tomada de decisões eficazes em favor do povo que sofre nas filas dos hospitais, dos cemitérios, da busca por ajuda para sobreviver, o Presidente do país ocupa seu tempo em declarar guerra.

A busca diária por manchetes, apresenta um Presidente de forma estúpida e ignorante, conclamando uma linha de seguidores da sua incompetência para irem as ruas forçar a reabertura do comércio, quando este, sob recomendação expressa da Organização Mundial de Saúde, está de portas fechadas para evitar maior contágio do vírus. Além disso, o Presidente se preocupa com as eleições e sua remota reeleição para 2022, embaralhando a ética com insensível comportamento agressivo diante do caos. Em breve leitura se pode constatar que o país está à margem, à beira de uma convulsão social.

Como se tudo isso não bastasse, corre solto que há ainda dentro do Governo, instalado um chamado Gabinete do Ódio, que lidera ações de estratégia nociva disparando Fake News a toda hora, apavorando e perturbando os grupos envolvidos nas crenças das mentiras políticas via internet.

Como se sabe, hoje em dia é possível se programar o disparo de notícias bomba, através do trabalho autômato de robôs que invadem as redes sociais e atingem milhares de pessoas ao mesmo tempo. E as mentiras são reproduzidas, multiplicadas diretamente na tela dos smarth phones, notebooks e outros aparelhos receptores de internet em todo o mundo. Mais: há também programas capazes de ilustrar, por exemplo, vídeos do presidente Trump em falas que ele não pronunciou, mas que estão lá, com sua facies, sua voz, suas expressões, tal e qual ele o é, originalmente. São crimes virtuais da inteligência digital. Os hackers estão por todo lado. E são pagos para promover esse tipo de atentado.

Outro conflito, ou confronto, é com relação à Imprensa. Com o evento da internet, dos grupos de mídias sociais, e as novas formas de comunicação, surgiu um grande número de gente desonesta se autodenominando de jornalistas. São os verdadeiros pseudo jornalistas. Estes estão infiltrados produzindo guerrilhas políticas o tempo inteiro. Enquanto a verdadeira Imprensa perde espaço no campo de serviços, a partir da mudança das esferas de relacionamento de trabalho e suas novas formas de usar produzir, esses germes trabalham contra, disseminando o mal. O resultado é um só mal. O internauta fica refém do consumo de notícias falsas e parte para a opção no campo da dúvida.

São muitas as formas de ataque à Imprensa e aos jornalistas. O Presidente é expressamente inimigo da mídia que ele, no seu vocabulário rasteiro, classifica de mentirosa, covarde, sacana, idiota, dona de um jornalismo canalha, com patifaria, e manda calar a boca. Além de agredir jornalistas e incitar seus seguidores contra estes trabalhadores da comunicação.

Na semana passada, aqui em João Pessoa, o dono de um grande sistema de comunicação chegou a disparar que deveriam apedrejar jornalistas pela forma como noticiam os fatos do Corona Vírus. Em Minas Gerais, um tapume de rua amanhece com os dizeres: “Mate um jornalista por dia. Jornalista bom é morto”.

Pois bem, esse é apenas um pequeno relato da cena que se encontra o Brasil, sem criar perspectiva para o que virá após a crise pandêmica. Um Novo Normal que assusta a todos.

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