Política

O novo modelo democratiza a comunicação, mas em nome desse apelo atrai verdades e o esgoto a confundir e atentar a democracia

21/02/2021


Na imagem o jornalista e analista político Walter Santos

Poucos neste momento se dão à importância de avaliar historicamente os detalhes de fundo para entendermos os vários processos de vida institucional no Brasil.  Mas, em tempo, se faz muito importante ainda compreender  que a realidade nacional atual vivida no País é também fruto da nova fase em que, em nome da democratização dos meios de comunicação, as redes sociais vieram para confundir e disseminar mentiras visando criar o caos de agora.

Vivemos uma guerra sem fim onde os fomentadores da nova conjuntura se traduzem, em nome da liberdade de opinião, em algozes das conquistas fundamentais processadas a partir da Constituinte de 1988, onde a busca de redução das desigualdades se efetivou sem a profundidade desejada, entretanto, este caldo de conquistas sociais incitou a ultradireita nacional bancada pelo capital externo a construir a realidade atual.

 

COMPARATIVO IMPORTANTE

Guardadas as proporções, até chegar ao clímax de conflito social no País em 1964 os Estados Unidos conceberam e implantaram no Brasil um clima de confronto, medo e armamento demonstrando capacidade de organização muito além das utopias de esquerda que, mesmo tendo simpatizantes do comunismo, a luta era por novo modelo socioeconômico.

 

O INVISÍVEL “ARMA” DO TEMPO PRESENTE

Observadores da cena atual, a exemplo do jornalista Aurélio Aquino, compreendem que não foi à toa a reunião de Donald Trump com Jair Bolsonaro em março de 2020, em Orlando, depois da aquisição de U$ 2 Trilhões de armamento pelos EUA construindo o negacionismo e a opção por armas ao invés de vacinas no país. É preciso entender e acompanhar a história.

Nos anos 60, já depois de 1963, o Brasil conviveu com um personagem invisível, mas determinante na construção do Golpe de 1964 de nome Vernon Walters, conhecido na intimidade dos generais como “Arma”, fundamental na construção da ruptura democrática.

 

RESPALDO MILITAR

Era, como atestado, um americano de guerras e “amigo dos generais brasileiros, convivera com vários deles na Itália, na Segunda Guerra Mundial. Oficial de ligação entre a Força Expedicionária Brasileira (FEB) e o V Exército dos EUA entre 1943 e 1945. Intérprete de Eisenhower quando da visita do então presidente americano ao Brasil, em 1960”.

Aliás, confirmam os registros, “antes, assistente do adido militar na Embaixada dos EUA, no Rio de Janeiro, de 1945 a 1948. Falava português fluentemente. Convidado, largou o cargo de adido em Roma e tomou o rumo do Brasil”.

 

SÍNTESE

Se faz fundamental entender quem está por traz da militarização do governo além do Departamento de Estado, sobretudo diante de erros crassos no combate à pandemia e diversas políticas públicas, a exemplo do trato da economia e os efeitos sociais danosos, porque na essência Bolsonaro é instruído para construir clima para novo Golpe no país.

E nesse particular, as redes sociais são instrumento da disseminação de retrocessos.

Agora, não há outro caminho senão contestar radicalizando na Democracia brasileira possível.

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