Política

O Medo à Corona Vírus é uma forma inteligente de Amor

20/11/2020


Ilustração GS

          Uma coisa simples de pensar e agir. Se o Corona Vírus está solto na praça, e tem milhares de pessoas sendo infectadas, e outras milhares morrendo por conta dessa infecção, o que temos a fazer? Buscar nos proteger do contato e infecção, certo ou errado?

Em nossa opinião, não há dúvida. Ficar em casa o máximo de tempo possível, sair só quando houver necessidade de ir ao comércio fazer alguma compra, farmácia, supermercado, etc. E ao sair, colocar máscara, até luvas, ter sempre por perto um vidrinho com álcool gel 70%, manter distância das pessoas em média de dois e meio metros, e buscar tocar nos objetos o mínimo possível.

Ao chegar em casa, retirar toda a roupa e calçados e colocar para lavar, tomar banho, lavar bem as mãos com sabonete neutro e água, em seguida colocar álcool gel novamente e seguir em casa. Não receber visitas, não sair e participar de eventos com aglomeração de mais de dez pessoas, enfim, se proteger ao máximo segundo as recomendações da OMS e das gestões de saúde de seu estado e município. Ok?

Fazendo isso você estará colaborando para diminuir o índice de infectados e mortos no mundo por conta dessa pandemia que breve estará fazendo um ano.

Mas, o que ocorre paralelo no mundo? Os governos, especificamente dos Estados Unidos e do Brasil, que este ano tiveram acirradas campanhas eleitorais, fizeram opção por politizar o evento com a presença do vírus. Uns gritando que o Corona Vírus não passa de uma gripezinha que logo passará, outros admitindo o medo e precaução.

Gente, o medo é uma forma de se preservar, de não se atirar ao risco de acidentes, de doenças, de morte. Mas os políticos numa atitude mais que irresponsável, posto que criminosa, resolveram, mesmo sabendo dos riscos, fazer média com empresários, donos de indústrias, comércio, escolas, e flexibilizar o acesso público. E deu no que deu. À volta num processo forte e quase incontrolável da infecção. O que eles queriam com essa flexibilização? Lógico, ficar de bem com seu público alvo e continuar lucrando, embora depois das eleições, as consequências viessem vivar contra a própria população. Gente, isso é irracional. Isso é uma coisa burra, uma maneira bruta de pensar e agir. Digo isto não só da parte dos empresários, mas também do consumidor que muita vez iludido, sequer parou para raciocinar que estaria entrando numa cilada, uma armadilha sem volta.

Por outro lado, a maioria das massas perdeu o medo, perdeu o impacto das notícias de morte e tornou-as banal. Vem o presidente do Brasil e grita: “Isso é normal. Todos tem que morrer algum dia”. E fica por isso mesmo. O presidente fazendo pouco caso da epidemia e o povo o acompanhando. O resultado é que caminhamos com um número de mais de 166 mil mortes e mais de cinco milhões de infectados.

Aí vem o teledrama das vacinas. Mais uma vez os políticos em busca do quem rende mais, quando na verdade deveriam estar preocupados com a saúde do povo. As ofertas propostas de pesquisas, testes, e avanços na conclusão da descoberta de uma vacina eficaz e urgente para distribuição no mundo, passaram a ser discutidas de forma ignorante à ciência, desde que fossem ideologicamente conformes com suas políticas de relações e interesses. Aqui no Brasil, por exemplo, o Presidente num modelo de subserviência ao estado maior, aprovaria comprar a vacina do país amigo (?), Estados Unidos, fechando as portas para a China, que por sua vez já teria uma vacina em estado avançado de pesquisa e produção. O Governo de forma irresponsável travou a compra de vacinas de origem chinesa. Depois voltou atrás. Ora, ora. Onde estamos nós os cidadãos da fila dessa pandemia?

Estamos assistindo que aderir à flexibilização em nome da economia que não pode parar, é ao mesmo tempo admitir que seja preferível morrer a se resguardar ainda um pouco mais. É burrice pura. Escolher expor-se, deixar seus filhos se juntarem aos amiguinhos nas salas de aula, nos campos desportivos, nas academias, nos bares, feiras, supermercados, bancos, lojas comércio, e participar disso tudo como se fosse normal. Ah! Não! Não e não, mais uma vez Não! Não é normal dar bobeira e sair de casa e juntar-se aí pela rua à bandos de cadastrados voluntários à representar a próxima vítima.

A pandemia, entendemos que chega num momento de transição da raça humana no planeta, mas nem por isso é motivo de abrirmos mão de nossos direitos de protegermo-nos. Gente! A coisa é séria e mata, e depois disso não tem volta. É partir e deixar os nossos filhos, nossos pais, nossos cônjuges, nossos amigos, sofrendo ainda mais.

Perder o medo de infectar-se, gratuitamente, é uma atitude extremamente burra, irresponsável, criminosa. É suicídio. E ninguém tem esse direito de brincar com a vida. A vida não é nossa, é sagrada benção, dom divino, celestial, à que merecemo-la por uma ação nobre de contemplação do Alto aos seres no planeta.  Amar a vida é entender essa oportunidade sagrada e bela que temos de viver a experiência terrena, avançar, evoluir. Cuidar-se quer dizer amar-se, amar aos seus, ao próximo. E isso é inteligente. Fica em casa pelo Amor de Deus. Se cuida, e conversaremos no futuro ou será tarde demais.

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