Walter Santos

Multimídia e Analista Político.

Política

Enfim, uma conduta humanitária diante do caos da ausência de moradia para prover quem optou pela invasão


23/11/2021

Quando liguei cedo para a Secretária de Habitação de João Pessoa, Socorro Gadelha, para saber das novidades, ela me respondeu: “infelizmente estou sem puder falar agora porque estou em Dubai”. Como soube da presença de muitos brasileiros em recente grande exposição, o raciocínio rápido me levou ao Oriente Médio quando, a rigor, o cenário era na Capital paraibana e de alto risco e tensão.

Mas era sobre Dubai de João Pessoa mesmo, que queria saber como a Prefeitura estava efetivamente cuidando das centenas de pessoas que, à ausência de outras condições de moradia, apelaram para a invasão de área pública, mesmo assim e em qualquer condição merecem atenção especial e urgente da PMJP.

A Secretária explicou: ” Estamos aqui na área sob o comando de ação do Ministério Público e Polícia Militar, mas assistindo e conduzindo todas as famílias, a partir das prioridades dos idosos, crianças e deficientes, construindo a transferência de todos para o CPD ( Centro profissionalizante Deputado Antônio Cabral), do Valentina, onde terão abrigo, alimentação e, em seguida, com o cadastro eles obterão Auxílio Moradia até chegar a hora de ocuparem novos Núcleos Habitacionais (apartamentos)”.

A CONDUTA IMPEDINDO A TRAGÉDIA

Esta realidade de Dubai pessoense é flagrante comum em muitas outras áreas e de outros lugares e/ou Estados pela ausência de políticas mais abrangentes e consistentes, a partir do plano federal, que resolveu implodir o programa “Minha Casa, Minha Vida”.

Saber da atitude da Prefeitura, a partir do prefeito Cícero Lucena, de aplicar assistência ampla para as 100 famílias envolvidas chegando ao total de 400 pessoas ao todo, de forma negociada e com amparo público é o que nos leva a crer na negociação para evitar a tragédia.

Ufa!!! Ao acordar sabendo do fato a nos levar a uma apreensão humana difícil, ainda bem que a turma de Socorro Gadelha ( 95 pessoas ao todo) trabalhando com zelo humano na construção e transferência das famílias, repito, nos faz crer que ainda bem temos atitudes efetivas mas sensíveis diante do caos.

É assim que se faz.


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