Economia X Saúde X Inteligência

10/04/2020


O ser des-humano anda preocupado. Nós vemos isso o dia todo na TV. Eles estão preocupados com bilhões, com prejuízos, e um pouco só com a pandemia que assola o mundo, porque esta é capaz de solapar seus projetos, todos podem ver.

Sim, os poderosos do mundo estão abalados dos nervos. Os números da curva de infectados pelo vírus covid-19 só aumentam nos relatórios diários às suas barbas, e eles não estavam preparados. Pasmem! De repente, arranjaram bilhões, trilhões de dólares para tentar uma solução em acabar logo com isso, mas nada…

De início, seria como que um pressuposto de que a China seria culpada pela epidemia, pois lá começara os primeiros casos. Em seguida a Itália, a Espanha, a Europa inteira e o vírus se espalhando mundo a fora, vindo desafiar o todo poderoso Estados Unidos, com consequências cá entre nós da América do Sul.

O confinamento, esse tal isolamento social, nos obriga a refletir muito sobre como é ficar em casa com nosso nossos aparelhos eletrônicos de música, trituradores, máquinas de lavar, smarths, wi-fi, telões e filmes da Netflix e Globovídeo, nossa geladeira abarrotada de comidas, e apesar de tudo isso ainda reclamar por não poder sair à rua para não se expor ao risco do contágio do vírus da morte.

A morte sim, logo esta que na antiguidade costumava visitar as casas ofertando doenças como a tuberculose, o sarampo, a febre amarela, entre outras que no passado eram incuráveis. Hoje há vacina para quase tudo, menos essa tal de gripe, que funciona para a indústria farmacêutica não parar de vender comprimidos embalados por caixas com textos de promessas de cura e alívio rápido da dor, da febre, mal estar. Sim, a indústria vende promessas de resultados, mas seus comprimidos não funcionam. Remédio já diz tudo, remedia o mal, mas não trás a cura.

Pois bem, aqui no Brasil estamos em ano de eleição e natural seria que estivéssemos nos preparando para esse pleito. Não dá. Não tem como se preparar uma campanha em cima da hora, sem perspectiva, sem se saber até quando vai durar essa pandemia. Mesmo assim, alguns homens do poder acreditam que podem abrir as portas, escancarar. Sim, eles pensam apenas na campanha, na economia que desaba dia a dia, nas bolsas de valores sem valor diante de um tão pequeno vírus capaz de abalar todos os processos sociais do planeta. Simples assim. O corona vírus veio infernizar a festa dos políticos, dos poderosos do dinheiro no mundo. E vai matando a todos de todas as cores e raças e classes sociais.

É surpreendente o desalinho de ideias entre cientistas, políticos, gestores, empresários, religiosos e muito outros. Sem contar com a população, as massas das classes menos privilegiadas, os humilhados das ruas, sem teto, sem pão.

Enquanto se discutem números, é preciso ainda que a morte cresça seus índices, bem próximo de nós. Que nos leve parentes, amigos, a maior parte da população, que nos deixe completamente isolados ao ponto de nos sentirmos sós no mundo, tendo que fazer nosso próprio café, lavar a louça, a roupa, passar, abotoar a camisa, colocar a gravata, o paletó, e sair para trabalhar, resolver e fechar negócios, e ganhar muito, muito, muito dinheiro. Buscar a quem encontrar para entender que restamos apenas nós, para cuidar de nós mesmos, assustados, desesperados, sozinhos no mundo em que éramos seres pré destinados ao convívio social como forma de evoluir. Ops. É preciso que a morte impulsione o valor de nossas atitudes e sirva para nossas reflexões.

Mas nos faltou algo para entender que precisamos dos vizinhos, do companheiro/a, dos filhos, dos amigos, até do ladrão, do advogado, do padre, do uber. Faltou entender como o papel social de cada um tem importância desde o simples gari que coleta o lixo nas ruas, os enfermeiros, os médicos, seus professores, jornalistas, artistas, enfim. Faltou olhar para nós e perguntar qual a distância de Deus que não pondera nossos pedidos de socorro. Faltou enxergar porque ainda não usamos melhor a nossa inteligência. É isso!

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