Gil Sabino

Jornalista e assessor de imprensa.

Geral

APL de TICC e AÇÕES INTELIGENTES


28/07/2017

Foto: autor desconhecido.

          Os grandes executivos do capitalismo mundial não estão apenas preocupados com dinheiro. Sim, eles protagonizam propostas em torno da sustentabilidade, da preservação da natureza do planeta, muito além dos lucros reais. Apostam em matrizes de inteligência inovadora. Tudo isto porque atingiram já aquilo que na escala hierárquica de Maslow chama-se de Realização Pessoal. Ou seja, atingiram um patamar de vida que supera as necessidades básicas, a segurança, o amor e relacionamento afetivo, o reconhecimento, respeito e confiança dos outros e agora se dispõem às questões morais, de comprometimento social em busca de solução dos problemas ao redor do lugar onde vivem, o seu planeta.


O CEO da Unilever, Paul Polman, por exemplo, diz que a empresa quer reduzir a emissão de gases de efeito estufa, diminuir a pobreza no mundo, promover os direitos humanos e ainda lucrar com todas essas conquistas. Em longo prazo e diferente do imediatismo da tomada diária de decisões a qualquer preço, Polman escolheu pensar estratégias para um crescimento equilibrado, sustentável, com benefícios para a comunidade consumidora de seus produtos ao redor do mundo e a meta de dobrar o tamanho da companhia até 2020. Polman trabalha com o marketing sustentável respeitando o seu semelhante

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Na nossa humilde João Pessoa trabalhamos para sair do hiato tecnológico de há muito tempo atrás, quando o professor Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque dera os primeiros passos no sentido de avanços estruturais, tecnológico, inteligente. Foi ele um dos precursores dessa proposta de implantação da tecnologia na Paraíba, contribuindo em muito para o Brasil. Depois disso, assistimos grandes e pequenos centros desenvolverem cada qual suas propostas e cá estamos discutindo retornar posição no ranking das cidades competitivas. Em outras palavras, sair do atraso e tentar recuperar.


Para tanto, temos em vista a instalação de um Polo de Tecnologia, Comunicação e Cultura, com Centro de Estudos e Inovação, a partir de um APL – Arranjo Produtivo Local, uma como que reunião de grupos e empresas no sentido de transformar o atual quadro da economia da cidade nos diversos setores pertinentes a sua vocação e potenciais de mercado.


Estudos, pesquisas, estratégias, estão sendo desenvolvidas em busca de soluções que venham beneficiar de forma inteligente a Capital e o Estado. Apenas como exemplo para se ter ideia, segue alguns dados do Porto Digital de Recife, instalado há 16 anos. Este detém 1,3 Bilhões de Faturamento, presença de 253 empresas, mais de 500 empreendedores, oito mil empregos, e tem meta de duplicar até 2022.
Lá estão instaladas multinacionais, start ups, Agência de Fomento, criando Novos Negócios e possibilitando Crédito. O conceito de Força Criativa, Tecnologia de Serviços e Softwares para empresas busca soluções urbanas para cidades, revitalização no caso dos Centros Históricos, apoio e suporte econômico para o Estado, larga faixa de Geração de Empregos. Além de Soluções e projetos inteligentes nas áreas de Gestão, Urbanidade, Saúde, Agrícola, Confecções, Engenharia, Mobilidade, Tecnologia e Internet das coisas.
Quando se fala em atração de empresas lá estão marcas como Samsung, IBM, Microsoft, Sony, Motorola, Nokia, Fiat-Chrysler e outras. Funcionam Games, Multimídia, cine vídeo, animação, música, fotografia, design, robótica, etc. Tudo isso promove novos talentos e cientistas para o mundo todo, tornando a vida e o mundo melhor.


Quando falamos em Marketing Cultural evidentemente lançamos foco de luz nas esferas sociais abrangentes, carentes de maior entendimento do produto artístico cultural como forma de uma nova economia criativa e ao mesmo tempo negócio sustentável. Só para breve ideia, no mundo, a indústria de produção cultural fica atrás, apenas, da indústria automobilística. É preciso que gestores entendam isso. É necessário que estejam claros os modelos desse marketing e seus resultados. Cidades que trabalham preservando e mantendo a economia vinculada à sua história, seus sítios, seus museus e outros atrativos. Outras que realizam grandes festivais de música, cinema, teatro, folclore, etc.


Há cidades promovidas como marcas de produção cinematográfica, ou tecnologia, enfim. A nova geração de gurus do pensamento e as novas tendências manda avisar: Enquanto se detiveram políticas desavisadas que deixam passar fome estudantes nas portas de universidades e hospitais com centros de pesquisa abandonados; estejam certos que estaremos ainda muito atrasados. Enquanto a política não entender o que é investir em inteligência de mercado, escolas, universidades, start ups, centros de pesquisa e tecnologia, estamos correndo sério risco de ficar no passado.

Gil Sabino é jornalista e gestor de marketing. [email protected]


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