Paraíba

A advertência de João Agripino, as aspirações legítimas das Polícias e a saúde política-financeira do Governo João Azevêdo

30/01/2020


Na imagem, o jornalista e analista político Walter Santos

Já faz um tempo que os ambientes das Polícias Civil e Militar convivem com movimentos de bastidores de figuras querendo germinar crise grave nas instituições, sobretudo depois da ascensão da ala dura nos vários níveis da representação.

 

Em qualquer que seja o tempo, ninguém pode ignorar a importância das Polícias no contexto da Sociedade e suas aspirações, entretanto, querer endurecer o jogo admitindo até paralisação de imediato não é remédio recomendável nem estratégia sensata na conjuntura.

 

A rigor, gostaria muito de ver uma cena de reunião dos líderes das Polícias, como aconteceu no Palácio da Redenção, diante do ex-governador Ricardo Coutinho. São estilos absolutamente distintos, se comparado à reunião de ontem com João Azevedo, que se conduziu como sempre com serenidade e responsabilidade diante da decisão tomada de abrir diálogos.

 

O governador, contudo, precisa levar em conta antigo conceito do ex-governador João Agripino que sempre previa das Polícias um “teste”, como a ameaça de greve, para saber do pulso e da coragem do governante.

 

Além do mais, num tempo em que o presidente da República, líder de parte de militares e civis, não concede nenhum percentual de reajuste para o servidor federal e trata a Paraíba a “pão e água”, os cofres do Governo não podem ceder fora das possibilidades. Isto é óbvio, mas precisa de coerência para exercer a autoridade fiscal e política.

 

João Azevêdo não pode ter medo de ameaças e cara feia.

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