Política

Cartaxo anuncia mais 20 UBS para Capital e 30 horas para enfermeiros e psicólogo

Pacto Pela Saúde


08/07/2013



O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, anunciou no início da noite desta segunda-feira (08) que irá construir mais 20 Unidades Básicas de Saúde (UBS) e reforma todas que já existem na Capital. O anúncio do prefeito aconteceu após reunião com a presidenta Dilma Roussef (PT), na tarde de hoje, durante lançamento do Pacto Nacional pela Saúde, em Brasília.

Na oportunidade, Dilma anunciou investimentos para construção de novas seis mil USB em todo país, além de ampliação e reforma das Unidades já existentes. Segundo Cartaxo, os recursos para estas obras em João Pessoa já estão assegurados.

Após a reunião com Dilma, Cartaxo anunciou a redução da jornada de trabalho dos profissionais da enfermagem e psicologia do município para 30 horas. Cartaxo revelou que nos próximos dias irá assinar o decreto para formalizar a mudança. A redução terá início a partir do dia 1 de agosto.

“Trata-se de um compromisso de campanha que tínhamos assumido com esses profissionais da enfermagem e psicologia que tem um papel fundamental na valorização da política de saúde e nos cuidados diários com a população. Uma jornada de trabalho mais equilibrada refletirá na qualidade do atendimento à população”, disse o prefeito Luciano Cartaxo.

Com a redução da jornada de trabalho, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) vai contratar cerca de 130 novos profissionais por meio de concurso público já realizado.

A presidenta Dilma Rousseff anunciou, ainda, a contratação de 10 mil novos médicos com salários de até R$ 10 mil reais. A atuação desses profissionais será nas regiões Norte e Nordeste. Outro anúncio foi à descentralização das residências médicas também para as regiões Norte e Nordeste. Ainda segundo Cartaxo, deste 10 mil médicos, 20 deverão vim para João Pessoa. 

Recém-formados no SUS

Cartaxo também considerou extremamente positiva a decisão do Governo Federal de obrigar os médicos brasileiros recém-formados a trabalhar os dois primeiros anos no SUS (Sistema Único de Saúde). Segundo ele, dados revelam que mais de 700 cidades não tem um único médico sequer

“A média de médicos no Brasil é inferior a internacional e até mesmo na America Latina. Na Argentina, por exemplo, a três médicos para cada 1000 habitantes, no Brasil a média é de 1,6. Há uma má distribuição no país, principalmente nas cidades do Norte e Nordeste. Então, precisa de mais profissionais para atenção básica de saúde e esta decisão vai solucionar este problema”, sustentou.



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