Política

Bolsonaro diz que mortes de crianças por Covid-19 são “insignificantes”

O que para o presidente é “insignificante”, na verdade, é uma tragédia para inúmeras famílias brasileiras; segundo o Instituto Butantan, a doença já matou 1.449 crianças no Brasil


23/01/2022

Revista Fórum

Jair Bolsonaro (PL) se supera a cada dia em suas declarações ofensivas ao povo brasileiro. Ele voltou a minimizar o número de mortes de crianças por Covid-19 no país. Um dia depois de participar do enterro da própria mãe, Olinda Bolsonaro, em Registro, no interior de São Paulo, o presidente classificou o número de mortes infantis como “insignificante”.

“Eu desconheço criança baixar no hospital. Algumas morreram? Sim, morreram. Lamento, profundamente, tá. Mas é um número insignificante e tem que se levar em conta se ela tinha outras comorbidades também”, afirmou Bolsonaro.

O que para Bolsonaro é “insignificante”, na verdade, é uma tragédia para inúmeras famílias brasileiras.

De acordo com o Instituto Butantan, a Covid-19 matou, por enquanto, 1.449 crianças, com idades entre zero e 11 anos no país. A doença também deixou milhares de crianças com sequelas.

Além de minimizar a dor das famílias, Bolsonaro voltou a criticar a vacinação infantil e destacar o que chama de “efeitos adversos”.

“A vacina para crianças não é obrigatória. E tem que ser falado o quê por ocasião da vacinação? Quem for aplicar a vacina? Olha, tá aqui teu filho, de cinco anos de idade. Ele pode ter palpitação, dores no peito e falta de ar. Vai ser dito para ele, como está no despacho do Lewandowski”, insistiu o presidente negacionista.

Bolsonaro enterra a mãe e faz jogo da mega-sena antes de voltar a Brasília

Bolsonaro precisou deixar a visita oficial que fazia ao Suriname, na sexta-feira (21), para viajar às pressas para a pequena Eldorado, no Vale do Ribeira (SP), após receber a notícia que sua mãe, Olinda Bonturi Bolsonaro, de 94, havia falecido num hospital de Registro. Alguns de seus filhos o acompanharam na despedida à matriarca do clã.

No entanto, uma atitude pouco comum tomada pelo filho que acabara de perder a mãe chamou a atenção dos moradores do município paulista e da imprensa que cobria o fato no local.

Na manhã seguinte ao sepultamento, ocorrido no cemitério municipal de Eldorado, Jair Bolsonaro saiu com seu séquito de assessores, guarda-costas e bajuladores para ir a uma lotérica e apostar um cartão da Mega-Sena, que no sorteio deste sábado (22) pagaria o prêmio acumulado de R$ 22 milhões, no entanto, não houve ganhadores.



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