Paraíba

Abrasel discorda de exigência do passaporte de vacina para bares e restaurantes, mas diz que setor irá cumprir decreto


01/12/2021

(Foto: reprodução)

Redação/Portal WSCOM

Após a publicação dos novos decretos do Governo do Estado e da Prefeitura de João Pessoa, com medidas de enfrentamento a covid-19, o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Paraíba (Abrasel-PB), Arthur Lira se manifestou contrário a exigência de passaporte de vacina para o setor.

De acordo com Arthur Lira, o setor oferece um serviço essencial que é o de alimentação, mas que apesar da discordância do órgão com as determinações do novo decreto, no tocante cobrança de comprovação de vacina para o público de bares e restaurantes, a Abrasel-PB irá cumprir o que determina o decreto.

“A Abrasel defendia que houvesse pelo menos uma separação do que chamamos de essencial, café da manhã, almoço, jantar. Solicitamos junto ao Ministério Público que separasse a parte de essencial da parte de entretenimento, por exemplo. (…) Vamos fazer, estamos orientando que tudo seja cumprido, mas não quer dizer que concordamos com essa situação”, disse em entrevista a rádio Correio 98 FM. nesta quarta-feira (1).

O chefe Arthur Lira declarou que concorda com a cobrança do cartão de vacina em eventos com aglomeração, mas que vê como desnecessário para setores de alimentação.

“Para o retorno dos eventos, é fundamental o cartão da vacina, até pela questão de você estar ali sabendo que está num local seguro. Um evento com aglomeração, com tudo. Agora para a parte essencial, de alimentação, lanche, café da manhã, almoço, jantar, não há essa necessidade”, defendeu.

O presidente da Abrasel-PB disse ainda que esperava uma outra postura por parte do Governo do Estado, no entanto, garantiu o setor não irá descumpri o que manda a lei.

“Não estamos aqui para ser descumpridores de leis. Estávamos esperando essa regulamentação e esperávamos que o Governo do Estado retirasse a cobrança do cartão de vacinação para os restaurantes, mas estamos aqui para que a lei seja cumprida”, concluiu.



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