Walter Santos

Multimídia e Analista Político.

Internacional

A “guerra” em curso no Mundo projeta na disputa das Patentes a China com 9 das 10 categorias diante dos EUA


12/11/2021

Imagem: Aly Song

 

O economista Doutor Marcos Formiga é um dos quadros qualificados do CNPQ, a partir de Brasília, muito atento aos fatos estratégicos a mexer na geopolítica e no futuro dos Países e da humanidade, sobretudo diante de temas como a mais forte disputa tecnológica entre EUA e China na atualidade em direção do futuro.

Marcos Formiga resgatou e nos enviou, como faz há tempos em diálogos com a Revista NORDESTE, um recente levantamento produzido pela Nikkei tratando do futuro da “Guerra de Patentes” na Era Digital envolvendo as grandes nações globais. Em tempo: o Brasil sequer faz parte da disputa.

Como se sabe, EUA e China disputam para ter o comando tecnológico do mundo na projeção dos próximos dez anos, no mínimo.

PRIMEIROS DADOS

Pois bem, depois de analisar os dados do pedido de patentes em 10 categorias, incluindo Inteligência Artificial e computação quântica, Nikkei concluiu que a China reinará Suprema em nove categorias.

Pelas projeções, “as gigantes chineses da tecnologia Baidu e o Alibaba Group serão os maiores inovadores. Enquanto isso, 64 das 100 maiores empresas globais em termos de qualidade de patente serão americanas”.

A disputa envolve setores como a computação quântica, cibersegurança, realidade virtual, bateria de drones, condutores polímeros, medicina regenerativa, driving autônomo, inteligência Artificial, Blockchain.

A GUERRA COM A HUAWEI

Há anos, os EUA tentam implodir em vão os avanços da Inteligência Artificial de gigantes chinesas como a HUWEI que venceu o Vale do Silício na conquista da Tecnologia 5G e avança no mundo.

Este é um assunto que interessa também ao Brasil por estar em fase recente de conclusão de licitação criando dificuldades para a HUWEI disputar o mercado.

FORA DA DISPUTA

Como ficou atestado, a Huawei, líder mundial em patentes do 5G, não participou do leilão da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para exploração do serviço no Brasil.

A manobra do leilão no Brasil foi destinada a operadoras de telefonia, portanto, como a Huawei é fornecedora de equipamentos de infraestrutura para empresas, e não operadora, ela não apresentou propostas, e por isso não se credenciou para o leilão.

SÍNTESE

Este é um dos segmentos que certamente será impossível impedir os avanços chineses, apesar de manobras e interesses.


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