Vitalzinho defende pente-fino e pacto nacional pela Previdência, mas descarta nova reforma

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O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho, o Vitalzinho, afirmou em entrevista ao Metropoles que a Previdência Social brasileira enfrenta dificuldades financeiras crescentes, mas afastou a possibilidade de uma nova reforma no curto prazo. Ele defende que a solução passa por um rigoroso pente-fino para identificar fraudes e um pacto entre os Poderes para priorizar o tema.

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O ministro destacou o impacto das despesas previdenciárias no orçamento público.

“É como eu digo, as bombas vão continuar explodindo, porque só faz crescer as despesas previdenciárias, que já somam R$ 1 trilhão. E o déficit entre o que arrecada e o que gasta é de R$ 430 milhões”, disse.

Em 2024, os gastos com Previdência chegaram a quase R$ 960 bilhões, superando despesas com programas sociais como o Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC), além das áreas de saúde e educação. O déficit total do sistema previdenciário, somando os três regimes existentes (privado, público e militar), alcançou R$ 410 bilhões no ano passado, sendo que a maior parte desse rombo está concentrada no Regime Geral de Previdência Social (RGPS), com resultado negativo de cerca de R$ 300 bilhões.

Apesar dos números expressivos, Vital do Rêgo acredita que o caminho é aprimorar o controle sobre os pagamentos e fortalecer o compromisso entre os Poderes. “As reformas já foram feitas, é cumprir o que está na reforma”, afirmou.

Ele também destacou a necessidade de uma maior fiscalização para evitar irregularidades nos benefícios.

“Se a gente fizer um pente-fino nas fraudes e se houver um grande pacto nacional, governo, Congresso, Poder Judiciário, vamos aqui gerar recursos para pagar a Previdência Social, porque a gente não pode abdicar desses projetos sociais. Então, vamos gerar recursos. Os recursos estão aí, não precisa de reforma mais”, concluiu.

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