A cerimônia da posse de Lula deste domingo (1) foi amplamente divulgada com roteiro e detalhes, no entanto, a equipe responsável tem feito suspense sobre quem vai entregar a faixa presidencial para o novo presidente do Brasil. O questionamento existe devido a viagem do presidente em exercício, Jair Bolsonaro (PL), para os Estados Unidos na sexta-feira (30), a viagem confirmou o que se falava nos corredores do Planalto: Bolsonaro não iria transferir a faixa para Lula. A conduta, no entanto, não é inédita já que durante o regime militar o então presidente João Baptista Figueiredo não passou a faixa para José Sarney.
A faixa presidencial, nas cores verde e amarelo, com detalhes em ouro 18 quilates e com 21 brilhantes, aparece nas fotos oficiais dos presidentes e simboliza a transferência de poder nas cerimônias de posse, a sua passagem é uma tradição que já tem mais de 100 anos.
Consta no Decreto de 1972 que o presidente da República eleito receba a faixa presidencial de seu antecessor, ainda no artigo 41 o texto diz: “Após os cumprimentos, ambos os presidentes, acompanhados pelos vice-presidentes, chefes do gabinete militar e chefes do gabinete civil, se encaminharão para o gabinete presidencial e dali para o local onde o presidente da República receberá de seu antecessor a faixa presidencial”.
O rito está entre as normas da cerimônia pública, mas é considerado apenas um ato representativo. Diante disso, várias suposições surgiram sobre os nomes cotados para realizar a passagem da faixa está o vice presidente Hamilton Mourão, os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a ex-presidente Dilma Rousseff e representantes da sociedade civil. O protocolo não determina alternativas para essa parte da solenidade, que é apenas uma rito e não tem sentido prático para o mandato.
