Vamos combinar: independentemente das pesquisas de opinião pública, inclusive a última do IPEC no primeiro turno, neste sábado na Rede Paraíba, na verdade de domingo, 2, não passa a maior das pesquisas, que é a votação do eleitorado a definir os rumos do Brasil e do Estado.
A primeira das hipóteses a ser confirmada na apuração diz respeito à opção mais difícil, em tese, que é a disputa para o Governo ser resolvida em primeiro turno pró-João.
As pesquisas dizem o contrário, mas no núcleo duro do governo há quem fale nesta hipótese, repito. Neste caso, o jogo passaria a ser diferente.
A HIPÓTESE PEDRO NO 2º TURNO
Dentro deste cenário hipotético, teríamos uma recomposição de forças com a influência das lideranças nacionais (Lula e Bolsonaro) já que nesse contexto Pedro não teria outra opção, senão se alinhar ao bolsonarismo.
Essa realidade implica em admitir a adesão imediata de Nilvan a Pedro com Veneziano/Ricardo tendo dificuldades desse apoio, portanto, João sai beneficiado pelo vínculo e apoio de Lula e outras articulações.
A CENA COM VENEZIANO
Eis a realidade mais complicada. A rigor, a possibilidade do presidente do MDB estar no segundo turno intui mais problemas na conjuntura porque, mesmo Vené tendo o apoio declarado de Lula, o enfrentamento remete o presidente a reavaliar cenário diante da pressão do PSB para neutralizar a ação lulista pela condição aliada do governador. Há ainda hipótese de Pedro e Nilvan aderirem levando João Azevedo a ter mais trabalho na atração de apoios e votos e se reeleger.
A OPÇÃO COM NILVAN
Como é possível admitir, Nilvan depende totalmente de Bolsonaro e de seus apoiadores. O seu desempenho ainda estará à mercê do resultado presidencial no 1o turno. Em tese, ainda precisaria convencer Pedro e Vené a apoiá-lo com acenos possíveis mais na primeira hipótese. Para João seria o candidato mais adequado/fácil de enfrentar.
Síntese: eis a leitura da cena paraibana de 2022.
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“O olho que existe/é o que vê…”

