Embora haja festejo na área de economia da UFPB com a indicação do professor Erik Figueiredo para a presidência do IPEA como segundo Nordestino a ocupar o cargo – o outro foi o piauiense João Paulo dos Reis Veloso – a liberação do docente enfrentou dificuldades pela crise entre o Reitor Valdiney Gouveia e setores da gestão nos Centros criando obstáculos.
Mas, o fato é que Erik Figueiredo se apresenta numa fase de realinhamento nesta esfera de conhecimento a partir da determinação do Ministro da Economia, Paulo Guedes, de fazer o professor paraibano novo condutor das políticas do IPEA.
A CRISE DA NOMEAÇÃO
Os enfrentamentos surdos de bastidores na atual liberação do novo dirigente do Instituto levantaram dados revivendo o veto do Gabinete Institucional comandado pelo General Heleno contra a nomeação da professora Terezinha Domiciano, primeira colocada na disputada da UFPB.
A partir deste veto, mesmo com investidas de parlamentares, como o deputado federal Efraim Filho, eis que surgiu como elemento novo no processo a participação do deputado estadual Cabo Gilberto junto ao filho do presidente, Carlos Bolsonaro, construindo a nomeação do professor Valdiney Gouveia, terceiro colocando e sem sequer constar na lista enviada ao MEC.
Neste interim, por pouco o nome do professor Isac Medeiros não foi nomeado como alternativa ao veto da professora Terezinha Domiciano.
SÍNTESE
O Reitorado do professor Valdiney Gouveia deve muito à iniciativa do deputado Cabo Gilberto, daí seu vínculo ideológico reacionário a exigir fôlego para enfrentar muitos questionamentos da comunidade universitária, como sempre muito insubordinada, no decorrer dos tempos.
O fato é que, independentemente de modos, pela primeira vez a Direita assumiu o comando da UFPB sem ser pelo voto. E tudo tem causas e efeitos reais.
ÚLTIMA
“Em terra de cego/ quem tem um olho é rei…”
