O que é mais provocador do que os símbolos, traços e essências instigantes da produção artístico-plástica brasileira, em especial quando traduzem sinais da plasticidade paraibana e/ou conduções tropicais pós-modernas, 100 anos depois da Semana de Arte Moderna de 22?
Tratamos deste mote porque dois paraibanos com raízes na terra de Augusto dos Anjos e Pedro/José Américo de Almeida, exatamente Marlene e José Rufino (Almeida), estão iniciando nova fase de apelo nacional em pleno tempo no qual se afirma de vez a partida da escritora Ângela Bezerra de Castro da presidência da Academia Paraibana de Letras. Uma pena, sem dúvidas.
Sabemos se tratar de dois contextos díspares, mas a partida de Ângela se contradiz do começo de dois trabalhos de instalação pós-moderna no âmbito nacional porque, como diria o poeta mineiro, o mote da partida no trem da vida pode ser também o flagrante da hora da chegada do fim de uma fase na APL. No caso específico, da reluzente e renomada escritora, de nunca mais voltar porque se afastará de vez do poder cultural singular.
LONGE DO CENTENÁRIO
Ângela deixa a presidência da Academia de Letras nos 80 anos da APL com o fulgor de uma intelectual profunda e destemida com ares típicos de insubordinada mulher das letras, mas tomada da consciência de que a difícil decisão é fruto da sabedoria de optar por melhor e mais viver. Questões de foro íntimo; saúde então.
No caso das duas apresentações e/ou instalações de José Rufino e Marlene Almeida de extremo valor performático , chegamos ao início/avesso da circunstância em torno da escritora porque só começam a avançar num futuro de forte impacto nas artes comemorativas do Centenário da Semana de Arte Moderna.
É isso. Estamos diante de cenários contraditórios nos quais prevalecem a realidade e a profundidade de atos de instigantes personagens de nossa cultura paraibana.
ÚLTIMA
“O nome/a obra imortaliza…”

