O desafio: os trabalhadores do amanhã

{arquivo}A fala da presidenta Dilma Rousseff expondo uma série de ações econômicas e políticas adotadas pelo Governo brasileiro para manter a expectativa do emprego e da qualidade de vida em si – tudo isto em seu pronunciamento em cadeia de rádio e TV – gerou uma expectativa e avaliação sobre o Brasil dos últimos anos que anima. Os números provam isso. No caso da Paraíba, o Governo do Estado desencadeou uma série de propagandas como a querer dizer que vivemos o mar das maravilhas, embora a realidade seja outra, diferente.

Mas, independentemente de estágios e graduações governamentais, o Brasil quando exibe um Salário Mínimo acima dos U$ 250 – quem diria, queríamos como meta chegar a U$ 100 em 1994 – dá sinais claros de que entrou numa nova onda econômica visando recuperar perdas históricas do poder de compra da classe trabalhadora, durante muito tempo a classe da exclusão.

O modelo inaugurado pelo Governo Lula de incluir na escala econômica grande parcela da sociedade excluída historicamente significou que o país deu um saldo expressivo na condição de vida de milhões de pessoas, da mesma forma que, sem benesses nenhuma, passou a consumir e gerar novo incremento financeiro na nossa economia atenuando os graves problemas da retração do consumo.

Na macro economia são inúmeros outros fatores a contribuir em favor deste momento da classe trabalhadores – até quando Dilma resolve encampar a luta pela redução das taxas de juros dos bancos e especuladores – mas nada é mais fatal e determinante do que o nível da base salarial, sobretudo da grande massa trabalhadora.

Só que, de uns tempos para cá diante da queda do desemprego, a grande questão em curso é identificar formas de abrigar e garantir a absorção das novas gerações de brasileiros – sobretudo no Norte e Nordeste – para que não tenhamos uma massa de gente jovem tendente ao modismo e ao perigo da vida fácil expressa nas drogas e outras facilidades porque não agüentamos mais tantas mortes em série pela desocupação do trabalho e a absorção do tráfico de tantos jovens espalhados pelo país.

Este, no nosso modesto entendimento, é o grande desafio dos tempos presentes, antes que seja tarde demais.

O caso da Paraíba; interior a dentro

O governador Ricardo ocupou desde ontem os espaços de mídia eletrônica de força (Globo, Record, Rede TV, rádios, jornais, etc – mesmo perseguindo diversos veículos de comunicação ) para anunciar de forma encenada, teatralizada e cinematográfica de que, enfim, a Paraiba está encontrando-se como perspectiva de sobrevivência digna.

Utilizou – se de atores, artistas como Beto Brito e de populares visando exprimir que agora o estado vai em frente.

Há que se admitir diversos valores antagônicos: depois de anos e anos, ele é o governador que mais tem dinheiro em caixa mas é, no paralelo, o que pior trata os setores organizados – todos os que dele ele precisou para chegar onde está.

Tem mérito. O equilíbrio fiscal é algo que precisa ser debitado como condição muito positiva, embora contraditoriamente tenha decidido a não cumprir com conquistas de setores, como os 34 PCCRs aprovados pelo governo Cássio, mantido por Maranhão, mas excluído por sua insensibilidade.

Tem outro mérito. Está mantendo todos os programas deixados pelos governos Cássio e Maranhão, como a pavimentação de estradas e o Centro de Convenção de João Pessoa.

É com o dinheiro grande e a decisão de não dialogar com setores organizados que faz do Dia do Trabalhador um momento de reflexão para compreender a necessidade do dialogo existir visando coletivos e nunca o mau humor e a insensibilidade como forma de ser e governar.

Ricardo adotou integralmente o projeto Collor, de querer dialogar direto com o povo, logo vai colher o saldo desta colheita política diferenciada.

No saldo geral, a Paraiba está há anos pegando a carona na conjuntura regional, portanto, vive muito distante de uma cena social mais digna diante de tantos desempregados e gente sem ter o que fazer.

 A essência de tudo é que o governador passa a se mover como lider interiorano mais do que urbano, a raiz de seu status. 

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