RECIFE – Como o Ministério Público Eleitoral nem o TRE se manifestaram sobre o anúncio de grande show de Zé Ramalho na próxima sexta-feira, 24, nas areias do Cabo Branco, eis que me apresento novamente tratando do assunto, antes que algo de pior aconteça e a Prefeitura de João Pessoa seja responsabilizada.
A manutenção das chamadas na TV, mesmo que referindo-se ao projeto de valorização de vultos do Estado, sinaliza que a Prefeitura e os órgãos responsáveis pelo processo eleitoral ignoram possibilidades como as que agora narrarei.
Certamente que pela fama e carinho que muita gente neste estado devota a Zé Ramalho é óbvio supor que o comparecimento de público seja extenso, vasto, por isso é mais do que possível admitir a presença de militantes do candidato do prefeito Luciano Agra, bem como do governador /candidato à reeleição portando camisas de campanha ou outros adereços.
Eu mesmo já ouvi comentários da presença de militantes paramentados, ou seja, dispostos à exposição e/ou outras possibilidades.
E se houver algum conflito em face da animosidade em época de reta final de campanha?
Antes que algum grave problema aconteça, até mesmo a possibilidade do evento se transformar em showmicio, se faz indispensável que a Prefeitura de João Pessoa mantenha a sobriedade e adie essa importante
atividade para depois das eleições porque a antecipação de encerramento do projeto no ano letivo de novembro para setembro incorre em ilações de que pode se tratar de manobra política.
Ninguém na Paraíba ignora o projeto e a importância da reverência a Zé Ramalho mas, enquanto é tempo e prudência existe para evitar graves problemas, está na hora do bom senso prevalecer porque, do contrário, ninguém vai mais poder dizer que “Santo Antonio me enganou”.
Em face do clima político há riscos e emulação para aproveitamento inadequado para uma celebração que não pode ser misturada com propaganda política.
