O significado de Flávio Tavares na Cultura

Em plena segunda-feira de muita chuva durante o carnaval, eis que uma forte noticia tomou conta dos bastidores da sociedade paraibana com a revelação pelo WSCOM Online, em primeira mão, de que o artista plástico Flávio Tavares aceitou o convite do governador José Maranhão para comandar a Cultura no Estado.

De fato é informação quente por toda a história e o que representa o novo secretário. No formal, o cargo não é de primeiro escalão, mas Flávio o dimensiona muito além das fronteiras e dos formalismos pontuais, daí a cartada acertada do governador, certamente que com o sopro no ouvido do Secretário de Cultura, Sales Gaudêncio.

Pode parecer simplório, e espero não se-lo, mas pelo perfil acumulado ao longo dos tempos o novo Secretário terá na verdade muito mais um papel tipo de Embaixador em todos os quadrantes e rodas, do que propriamente de executivo técnico – condição que precisará, ao que parece, atrair com a equipe de assessores nos campos jurídico, fiscal e estrutural.

Guardadas as proporções, Flávio Tavares representa no formalismo cultural o mesmo que Ariano Suassuna vem reproduzindo em Pernambuco, ou seja, é notado e reconhecido, opina, reflete, debate, instrui, comanda mas em torno deles equipes executivas põem em prática a filosofia e/ou doutrina do que se estabelece como prioridade.

Aliás, sem dominar a cultura assembleística e nenhuma experiência em cargo público dessa dimensão, mesmo assim a ele competirá apontar com o conhecimento de causa quais vão ser os pilares da Política Cultural do Governo Maranhão capaz de atender ao pontual de cada segmento artístico ao elemento macro de abrigar todas as vertentes do Litoral ao Sertão de forma pragmática e de resultados.

Se reparar bem, Flavio já dispõe de algumas ferramentas produzidas de uns para cá ( Lei FIC, Canhoto da Paraíba, etc) que podem servir de parâmetros para a construção de avanços concretos ao setor, a partir mesmo do volume de recursos que o Governo disponibilizara para fomentar os projetos e, na mesma proporção, construir atraindo recursos externos – fora do estado, porque sem dinheiro tudo vira mera intenção.

Agora, Flávio vai precisar encarar as assembléias, os debates, as reuniões, etc – os formalismos que talvez os desconheça na prática – para apresentar e executar um projeto à sua altura, à altura dos grandes nomes nacionais nascidos e criados aqui porque querem pois poderiam estar em Nova York, na Torrelância e Paris tendo o mesmo reconhecimento.

Mãos às obras, mestre.

Mais Posts

Tem certeza de que deseja desbloquear esta publicação?
Desbloquear esquerda : 0
Tem certeza de que deseja cancelar a assinatura?
Controle sua privacidade
Nosso site utiliza cookies para melhorar a navegação. Política de Privacidade – Termos de Uso