A Polícia Civil da Paraíba realizou, na manhã desta terça-feira (1º), a perícia técnica no elevador que despencou com uma mulher e seus dois filhos em um condomínio residencial no bairro do Altiplano, em João Pessoa. O acidente, ocorrido há cerca de três meses, deixou as três vítimas feridas. O equipamento envolvido na queda e os demais elevadores do prédio seguem interditados por determinação das autoridades.
O delegado encarregado das investigações, Paulo Josafá, informou que o caso tramitava inicialmente na esfera cível e que o boletim de ocorrência na Polícia Civil foi formalizado há poucas semanas, dando início às apurações criminais.
A inspeção no local reuniu peritos e equipe técnica para o levantamento fotográfico e estrutural. Segundo a polícia, a interdição será mantida até a conclusão dos laudos, com previsão de entrega em até 30 dias. A moradora, que sofreu as lesões mais severas, já recebeu alta hospitalar e deve ser ouvida em breve, assim como o síndico do edifício e os técnicos da empresa de manutenção.
A investigação policial busca esclarecer se o desabamento decorreu de falhas no serviço de manutenção ou de defeitos de fabricação. O caso ocorre em meio a uma disputa judicial entre o condomínio e a construtora responsável pela obra, entregue em setembro de 2023.
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O residencial alega vício estrutural nos equipamentos e relata episódios prévios de princípios de incêndio no fosso, travamentos e paradas abruptas. Um laudo técnico contratado pelo próprio condomínio indicou que a máquina de tração do equipamento não suportava a capacidade de peso exigida e não atendia às normas de segurança, recomendando a substituição integral do sistema.
Em nota, a construtora argumentou que a responsabilidade pela manutenção preventiva e corretiva dos elevadores passa a ser inteiramente do condomínio a partir da entrega e do uso regular por parte dos moradores. A empresa afirmou estar à disposição dos órgãos de fiscalização para colaborar com as investigações, mas não se manifestou especificamente sobre os processos movidos na Justiça que cobram a troca dos equipamentos.
