“Se quer mandar flores/que me mande agora” – é um trecho apenas de uma das muitas canções consolidadas ao longo do tempo pelo irreverente e vanguardista multi musicista Escurinho, natural de Pernambuco, mas adotado/formado em Catolé do Rocha/PB para o mundo, da mesma forma como o torrelandense nascido em Monteiro/PB de nome Totonho, ambos, enfim, descobertos e celebrados pelo filtro luxuoso da Orquestra Sinfônica da Paraíba.
A propósito de Totonho, com todo respeito a Escurinho e outros grandes nomes da música urbana atemporal, tipo Seu Pereira, Chico Limeira, Nathalia Bellar, Val Donato, Pedro Índio, Polyana Rezende e cia, é ele quem produz a essência estético-transcendental-pós moderna a merecer distinção, melhor em vida. Além do mais temos que inserir na pauta como arranjador o músico Manoel Barros, espécie de novo Maestro Chiquito do pedaço.

O fato é que a obra autoral de Escurinho e Totonho, dois cinquentões de alinhamento com as inquietudes das antigas e novas gerações irrequietas e tomadas de exigência com canções e letras a abrigar protestos, acabaram como essência de leituras sinfônicas muito fortes.
Por fim, a Orquestra se mantém com perfil qualitativo em rever Nação Zumbi ou Gilberto Gil com seu Pica-pau Amarelo, por exemplo, da mesma forma fazendo do Maestro Luiz Carlos Durier um exímio âncora musical da melhor música paraibana, como fazem e são Escurinho e Totonho. MASSA!
