O jornal A União completa nesta quarta-feira (2) 129 anos de existência. O jornal estatal da Paraíba fundado em 1893 pelo então presidente da Província, Álvaro Machado, e segue escrevendo a história da Paraíba.

Na edição desta quarta, o jornal traz um especial que apresenta os setores e quem está por trás do trabalho de produção diária do informativo.
O jornalista e escritor Gonzaga Rodrigues explicou em texto publicado no portal do jornal A União sobre o contexto do surgimento da publicação diária. Leia:
“Gonzaga Rodrigues
O jornal A União nasceu, na Paraíba, como instrumento de conciliação política de suas lideranças após o golpe militar, sob a bandeira da República que extinguia o ex-Império destronado, com o embarque melancólico de uma das presenças mais veneráveis da história brasileira, o sr. D. Pedro de Alcântara.
Uma coisa é ler no estilo objetivo da História, que pretende ser científica, cena como o embarque dos exilados imperiais; outra, bem diferente, é assistir a esse embarque na crônica de conotação afetiva de Raul Pompéia, um dos testemunhos mais pungentes dessa madrugada que some na penumbra dos tempos.
Como o texto iniciava, A União surgiu na tentativa de viabilizar a convivência entre as ambições políticas deflagradas com a mudança de regime e atiçadas com a sucessão de golpes iniciados a partir de 15 de novembro. Golpe no regime monárquico, golpe no Congresso recém instalado, golpe de Floriano sobre o golpe de Deodoro. E golpes locais a cada composição de governo de que se cogitasse ou que se conseguia formar.
Funda-se o jornal na pretensão de harmonizar as diversas correntes que disputavam, historicamente, a concentração da riqueza e do poder e cujos atores mudavam, a partir daí, de barões para coronéis.
Atribuía-se à imprensa poderes suficientes para isto. Para o bem ou para o mal, era a única tribuna para onde confluíam todas as informações e opiniões. Fora da imprensa, era o boato ou o púlpito, este um privilégio da Igreja.”
Confira o texto completo aqui.
