A esquisitice de 2020 imposta pelo vírus da morte fez mudar muita coisa durante o ano, entre as quais a forma de celebrar ou comemorar ritos, datas e personagens, a exemplo de Sivuca. Não fosse o governador João Azevêdo anunciando o ano em homenagem ao gênio musical pouco teria sido feito em homenagem ao itabaianense.
Conhecedor há anos da saga incansável da intérprete, compositora e escritora Glória Gadelha, também viúva de Sivuca, não temos dúvidas em afirmar que a Paraiba deve um Memorial à altura – condição esta tão prometida e pouco feito na prática para concretização.

Agora mesmo o Governo se prepara para entregar o Museu de João Pessoa, importante ação em homenagem ao personagem condutor da capital da Paraiba, algo muito reconhecido, mas a parte de trás onde o ex-governador José Maranhão deixou com projeto e recursos para ser o Memorial tomou outra destinação pois abrigará o PROCON.
Nada contra o PROCON, mas a mudança de abrigo excluindo Sivuca lhe coloca no sofrimento de décadas somente dimensionado por Glorinha Gadelha e poucos ao seu redor.
NA UFPB SE ESVAI
Houve um tempo em que a ex-reitora Margareth Diniz se mobilizou para instalar o Memorial ao lado da Reitoria mas as constantes crises locais e nacionais implodiram tamanho intento justo em torno de Sivuca.
O fato é que ja chegou Natal, o Fim-do-ano e as esperanças em torno do Memorial se esvaem por falta absoluta de atitude, de decisão política para homenagear “pós mortis” a genialidade de Sivuca reconhecida no Mundo, mas tratada aquém de sua importância em sua terra.
INAUGURANDO TV SUECA
Poucos sabem mas em 1959 foi Sivuca o artista escolhido pela direção da TV Sueca para inaugurá-la, vejam bem, tocando bossa-nova com violão e não acordeon.
Um grande paraibano universal.
