O Ministro da Saúde, Arthur Chioro, concedeu uma entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (10) na qual falou sobre o primeiro caso de suspeita de ebola no Brasil. Ele realizou uma descrição do caso e explicou que o paciente “não refere contato com outros infectados pelo Ebola”. De acordo com o ministro, os sintomas apresentados pelo paciente foram febre, tosse e dor de garganta 20 dias após retornar de Guiné. “Não poderíamos deixar de tratá-lo como suspeito da doença, seguindo os protocolos internacionais. É importante destacar esta ação, pois é o primeiro caso suspeito que tivemos que lidar e a atuação foi plenamente satisfatória”. Ainda conforme explica Chioro, o paciente não apresenta febre no momento.
O paciente foi transportado do aeroporto do Galeão e deu entrada no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Apesar do temor da população,todos os que tiveram contato com o paciente foram considerados de baixo risco, mas farão o monitoramento da temperatura todos os dias, durante 20 dias, até que se descarte ou se confirme a infecção. A confirmação da infecção vem em até 24 horas, mas esmo que este exame dê negativo, será recolhida uma nova amostra em 48 horas para novo teste.
Sobre a chegada do paciente a Cascavel (PR), ele relatou que do ponto de vista sanitário, é a informação que importa [o primeiro dia de febre]. O dia que ele saiu da Guiné é o ponto de referência para contar o período de incubação. O médico trabalha com as informações que ele refere e com os sintomas que ele consegue captar na consulta clínica. “O fato de ele não ter febre no momento da consulta não pode ser desconsiderado. O procedimento foi 100% correto. Ele fecha todos os elementos necessários para configurar um caso suspeito”.
O paciênte é um missionário de 47 anos pode ter contraído Ebola em viagem à Guiné, concluída na segunda quinzena de setembro. Com sintomas semelhantes ao da doença decorrente da infecção pelo vírus, o homem, chamado Bah Souleymane, foi levado nesta manhã para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.
“Todas as medidas são de investigação da origem dos viajantes, da identificação de possíveis casos suspeitos. As pessoas vêm, entram com seus passaportes e não apresentam sintomas. É importante que a rede de serviço de saúde consiga associar os eventos epidemiológicos com a origem do paciente. Essa é a linha absolutamente adequada, que foi o que aconteceu”, comentou Chioro sobre eventuais medidas de prevenção à entrada do Ebola no Brasil.
