Os desembargadores do Tribunal de Justiça da Paraíba estão reunidos com o objetivo de decidir se o juiz José Edvaldo Albuquerque de Lima, continua preso. Ele se encontra recolhido no Centro de Educação da Polícia Militar após ser preso pela Polícia Federal como envolvido concessão de astreintes (multa processual aplicada para o fim de fazer cumprir decisão judicial de obrigação de fazer ou de não fazer) de forma irregular.
No início da sessão extraordinária, o advogado Augusto César de Brito tentou fazer a defesa oral do magistrado, no entanto, o desembargador Joás de Brito Pereira Filho, relator do processo, foi contrário, opinião acompanhada por mais 13 desembargadores. Eles entenderam que nesta fase do processo, não há direito a defesa a sustentação oral.
A sessão conta com a presença de 17 desembargadores, pois dois deles, José Alves e Abraão Lincoln levantaram suspeição para não participarem da sessão.
O juiz José Edvaldo Albuquerque de Lima foi preso junto com os advogados Cícero de Lima e Sousa, Eugênio Vieira Oliveira Almeida, Glauber Jorge Lessa Feitosa e Dino Gomes Ferreira. Foram decretadas ainda prisões do delegado de polícia Edilson Carvalho de Araújo e dos servidores do Poder Judiciário João Luiz de França Neto e Rogério Pereira de França, além de Jadilson Jorge da Silva e Gildson José da Silva, que também são acusados de envolvimento com os atos ilícitos.
