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Brasil

17/10/2019


“Eu não quero progressão, quero minha inocência”, diz Lula sobre julgamento em segunda instância

Durante entrevista, ao comentar a possibilidade de ir para o regime semiaberto, ele diz que o problema não é a tornozeleira eletrônica e a progressão da pena, mas sim a sua "inocência".

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante entrevista nesta quinta-feira (17), ao comentar sobre o julgamento que ocorre hoje no Supremo Tribunal Federal (STF) que discute a validade da prisão em segunda instância, onde ele pode ser beneficiado, que está mais interessado em discutir a condenação dele sem provas do que sobre a decisão.

 

Ao comentar a possibilidade de ir para o regime semiaberto, ele diz que o problema não é a tornozeleira eletrônica e a progressão da pena, mas sim a sua “inocência”.

 

“Não estou reivindicando essa discussão de segunda instância. Não estou interessado nisso. Eu estou interessado na minha inocência”, diz ele ao site Uol na sede da Polícia Federal, em Curitiba (PR).

 

Na entrevista, Lula ainda afirmou não ter “meio-termo” com ele. “O que eles vão fazer? Antigamente, era mais fácil. Mandava esquartejar, salgar, pendurar no poste. Cometeram a bobagem de me prender, cometeram a bobagem de me acusar, agora vão ter que suportar esse peso aqui dentro”, diz.

 

“Se eu tenho um apartamento, alguém tem que ter uma escritura, alguém tem que ter um recibo. O que não pode é inventar uma mentira para poder me condenar”, acrescenta ele.

 

De acordo com Lula, o” Supremo, votando [contra a prisão em] segunda instância, estará apenas cumprindo aquilo que está na Constituição, não estará fazendo um favor a ninguém”.

 

“Você ser preso depois que o processo ter transitado em julgado não é favor a ninguém. É cumprir, pura e simplesmente, o que está na Constituição. Quem quer apressar o julgamento é a Globo, motivando a opinião pública”, continua.

 

“Um ministro da Suprema Corte e um juiz de primeira instância não devem se mover pela pressão da opinião pública. Eles devem se mover pelos autos, perceber o que está no processo, se tem prova ou não tem prova, se precisa condenar ou não condenar. Porque se não, vamos ter que eleger promotor pela via direta. Não será mais escolhido por concurso”, complementa.

 

Da Redação com informações do Brasil 247.
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