Geral

Dia Nacional de Mobilização: Técnicos administrativos da UFPB em greve ocupam a entrada do CCHLA nesta quarta-feira

Na Paraíba, O Comando de Greve do Sintespb programou para este dia um ato público com fechamento por algumas horas do sinal de trânsito nas imediações do portão de acesso ao CCHLA


02/04/2024

(Foto: Divulgação)

Portal WSCOM

O movimento grevista dos servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Paraíba chega, nesta terça-feira (2), ao 23º dia, com muita luta do Comando Local de Greve – CLG, através de suas comissões, para atingir um nível significativo de adesão. Durante esses dias, foram muitas atividades de mobilização, que tiveram uma pequena pausa no feriado da Semana Santa, no entanto, nesta segunda-feira, a agenda de luta foi retomada, com as visitas e reuniões setoriais.

O ponto alto da programação para esta semana está previsto para essa quarta-feira (03), quando acontecerão em todo país atos unificados, no Dia Nacional de Mobilização e Paralisação, convocado pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos – FONASEFE, como parte do calendário de luta dos servidores federais por recomposição salarial, contra o reajuste 0 para 2024; em defesa do serviço público e revogação das portarias, instruções normativas, decretos administrativos e ações monocráticas do governo Bolsonaro, que provocaram um desmonte do serviço público federal.

Localmente, a categoria tem avançado na adesão de modo significativo, apesar da rigidez da atual gestão da universidade, que publicou logo no início da greve a IN 01/2024/PROGEP, que prevê a antecipação do desconto salarial dos dias parados, antes da negociação do Comando Nacional de Greve da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) com o Governo Federal, que historicamente acontece ao término do movimento ou somente quando a greve é considerada ilegal.

ATO PÚBLICO NA UFPB

Na Paraíba, O Comando de Greve do Sintespb programou para este dia um ato público com fechamento por algumas horas do sinal de trânsito nas imediações do portão de acesso ao CCHLA, onde os grevistas estarão em tendas, com faixas e distribuição de material informativo, explicando as razões da greve e apresentando suas principais reivindicações.
Na ocasião, estará sendo servido também um café da manhã, previsto para às 07:00 horas.

Logo após, a ideia é sair em arrastão pelas vias da UFPB, numa forma de convocar os técnicos administrativos, que ainda não aderiram ao movimento, para fortalecer essa luta por reestruturação do Plano de Carreira dos cargos Técnico- Administrativos-PCCTAE, recomposição salarial para 2024 entre outras reivindicações.

Avaliação do Comando de Greve do Movimento

Na avaliação do CG Sintespb, a cada dia a greve da educação Federal se fortalece tanto local quanto em nível nacional, já alcançando um patamar de cerca de 100 instituições de ensino federal paralisadas, contando com a adesão, neste dia 03, da categoria dos servidores do IFPB, campus João Pessoa. Nesta quarta-feira, haverá também a assembleia dos docentes da UFPB, no Centro de Vivência, para discutir o indicativo de greve.

Quanto às negociações com o Governo, até o momento o avanço registrado pelo Comando Nacional de Greve foi a conclusão e entrega pelo Grupo de Trabalho de Reestruturação da Carreira, composto por membros da Comissão Nacional de Supervisão da Carreira (CNSC); do Ministério da Educação (MEC), Ministério da Gestão e Inovação (MGI) e dos Fóruns de Gestão de Pessoas das Instituições Federais de Ensino (Forgepe e Forgep), do resultado das suas atividades para o Ministro Camilo Santana e para a Ministra Esther Dweck, na quarta-feira, dia 27/03.

O trabalho do GT baseou-se nas pautas apresentadas pela FASUBRA e SINASEFE na proposta de reestruturação da carreira dos Técnico-administrativos em Educação. Os principais pontos foram discutidos e apresentados à Ministra e ao Ministro com as devidas avaliações e possíveis encaminhamentos.

De acordo com o CNG da Fasubra, com esse instrumento o MGI agora tem todas as condições objetivas para construir uma contraproposta que solucione os históricos problemas da categoria, principalmente os de ordem financeira.



Os comentários a seguir são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.
// //