O deputado estadual Wallber Virgolino (PL) foi respondido por uma série de políticos paraibanos após criticar nomes ligados à área da Segurança Pública que optam por disputar as eleições por partidos de esquerda. Em entrevista à Rádio 100.5 FM de Santa Rita, o delegado afirmou que considera incompatível que agentes de segurança utilizem um discurso voltado ao eleitorado conservador enquanto integram siglas de esquerda.
As declarações de Wallber foram respondidas pelo ex-comandante-geral da Polícia Militar da Paraíba, coronel Sérgio Fonseca, pela tenente-coronel Viviane Vieira e pelo ex-deputado Anísio Maia.
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Wallber critica policiais filiados a partidos de esquerda
“Me envergonha um policial se filiar a um partido de esquerda e querer usar o discurso de direita. Todos os partidos de esquerda têm como discurso acabar com as polícias, sobretudo com a Polícia Militar. Então imagina um policial militar se filiar ao PSB, à Rede ou ao PSOL”, declarou Wallber Virgolino.
Políticos rebatem as declarações
O coronel Sérgio Fonseca afirmou que pretende manter seu discurso focado na atuação das forças de segurança e nas demandas da população, sem alimentar disputar ideológicas. Para o militar, é necessário tratar a segurança pública como uma pauta de interesse coletivo, independentemente dos direcionamentos partidários.
“Me admira uma fala dessa. Recentemente, em uma discussão com uma eleitora nas redes sociais, ele chegou a dizer que, como deputado estadual, não poderia fazer nada pela segurança pública. Além disso, ele próprio já afirmou que foi convidado por um partido de esquerda para ser secretário justamente pela credibilidade e pelo profissionalismo. Então, considero esse discurso paradoxal”, afirmou a tenente-coronel Viviane.
A oficial defendeu que a política não seja tratada como uma disputa de futebol, mas como um debate de ideias qualificado.
“Eu tenho um plano efetivo de enfrentamento às facções criminosas para os primeiros 100 dias de governo e posso apresentá-lo ao governador Lucas Ribeiro. O que a população espera são soluções concretas para a segurança pública”, complementou.
O pré-candidato a deputado estadual Anísio Maia também se pronunciou em resposta às falas de Wallber e afirmou que a maioria dos policiais pegos em esquemas de envolvimento com organizações criminosas têm ligações com a direita.
“Agora mesmo em São Paulo, vários policiais militares do alto escalão foram pegos em conluio, bolsonaristas, cúmplices do PCC”, afirmou o ex-parlamentar.
“Walber está mal informado. Quem atrapalha a polícia, quem corrompe a polícia, principalmente, são esses ligados ao bolsonarismo, que estão sendo presos e acusados, inclusive no Rio de Janeiro, em São Paulo, em todo canto, de crime de cumplicidade com o crime organizado”, concluiu Maia.
Wallber responde às críticas
Após as críticas às suas declarações, Wallber se pronunciou em resposta às réplicas. O policial civil acusou a tenente-coronel Viviane de estar “bem acomodada no clima do PSB” e ironizou afirmando ter pensado, por um momento, que estaria ouvindo a ex-deputada Estela Bezerra discursando.
“Ela diz que tem um plano efetivo de enfrentamento às facções criminosas para os primeiros 100 dias de governo e que pode apresentá-lo ao governador Lucas Ribeiro. Se tem um plano efetivo de enfrentamento às facções criminosas, por que não implementou em Cabedelo, que durante a gestão dela foi dominada pelas facções criminosas?”, questionou o deputado do PL.

