A leoa do Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), em João Pessoa, encontra-se em condição estável, embora sob um estado elevado de estresse, após o ataque que resultou na morte de um homem que invadiu seu recinto. A informação foi confirmada pela equipe técnica do parque.
O veterinário Thiago Nere explicou que o animal está sendo submetido a uma avaliação completa e permanecerá em quarentena. Este procedimento segue protocolos de segurança e bem-estar animal para casos de contato de fauna silvestre com humanos. O monitoramento deve durar de 5 a 14 dias para observar qualquer alteração em seu comportamento.
“Animal selvagem, silvestre ou exótico que entra em contato com o ser humano, a gente preconiza fazer esse acompanhamento pelo menos de 5 a 14 dias, observando se o animal apresenta algum tipo de alteração. Vai ser assistido não só pela equipe de veterinária, mas também pela equipe dos biólogos e zootecnistas, para avaliação comportamental e acompanhamento gradual”, explicou.
A equipe do parque enfatizou que não há, em nenhuma hipótese, planos de eutanásia para o animal. A leoa é considerada saudável e sua reação foi classificada pelo Secretário de Meio Ambiente, Welison Silveira, como uma ação de “contenção” natural, não motivada por fome, já que o animal estava bem alimentado.
A equipe, composta por veterinários, biólogos e tratadores, dedica-se integralmente a garantir a estabilização emocional da leoa e seu retorno seguro à rotina.
Em nota, a Prefeitura de João Pessoa informou que o parque atendia a todas as normas de segurança. O acesso do homem ao recinto teria sido rápido, impossibilitando a intervenção das equipes de segurança. Após o incidente, o parque foi interditado por tempo indeterminado para que novas avaliações técnicas e procedimentos de apuração sejam concluídos.
