A produção de camarão cultivado na Paraíba saltou 126,8% em 2025, saindo das 8,9 mil toneladas em 2024 para 20,1 mil toneladas. Com o resultado, o estado garantiu a terceira posição no ranking nacional e ficou atrás apenas do Rio Grande do Norte (38 mil toneladas) e do Ceará (91,9 mil toneladas). Os dados são da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (30).
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Os dados também apontam que a produção paraibana superou com ampla margem a de estados como Bahia (6,2 mil toneladas), Pernambuco (4,8 mil toneladas), Piauí (4,7 mil toneladas) e Sergipe (4 mil toneladas).
Essa pesquisa fornece informações sobre os principais efetivos da pecuária existentes nos municípios brasileiros, na data de referência do levantamento, 31 de dezembro, bem como sobre a produção de origem animal e o seu respectivo valor no ano em questão. Os dados são obtidos pela Rede de Coleta do IBGE, mediante consulta a entidades públicas e privadas, produtores, técnicos e órgãos ligados direta ou indiretamente à produção, comercialização, industrialização, fiscalização, fomento e assistência técnica à agropecuária.
Em 2013, primeiro ano da série histórica da produção de camarão na PPM, a Paraíba produziu apenas 864 toneladas. Em 2019, esse volume já ultrapassava 4,3 mil toneladas e, em 2024, chegou a 8,9 mil toneladas. O resultado de 2025, com 20,1 mil toneladas, representa uma produção mais de 23 vezes superior à observada no início da série histórica. O valor da produção acompanhou esse avanço, passando de R$ 183,4 milhões em 2024, para R$ 444,9 milhões em 2025, um aumento nominal de 142,6%.
A PPM constatou também que os cinco principais municípios produtores da Paraíba, em 2025, foram:
- Santa Rita – 2,47 mil toneladas
- São Miguel de Taipu – 2,25 mil toneladas
- Mogeiro – 2,23 mil toneladas
- Marcação – 2,17 mil toneladas
- Salgado de São Félix – 1,54 mil toneladas
Também se destacaram João Pessoa (1,5 mil toneladas), Itatuba (1,35 mil toneladas) e Itabaiana (1,06 mil toneladas). Juntos, esses municípios concentraram grande parte da produção estadual e evidenciam a forte presença da carcinicultura tanto no litoral quanto em áreas do interior paraibano.
No caso dos peixes, a produção paraibana em 2025 foi de 4,2 mil toneladas, volume próximo ao registrado em 2024 (4,3 mil toneladas). A tilápia segue como espécie dominante, respondendo por praticamente a totalidade da produção de peixes, com 4,2 mil toneladas, frente a 951,7 toneladas em 2013.