O anúncio pelo candidato à reeleição Lucas Ribeiro, do PP, do nome de Lígia Feliciano para vice-governadora na disputa de 2026 não pode desmerecer nem ocultar o papel preponderante do deputado federal Aguinaldo Ribeiro na sacramentação do ACORDO BORBOREMA / PATOS gerando a implosão de diversos interesses discutidos e não consolidados pelo significado de 2030, quando o líder nacional do PP pensa ser ungido à cadeira do Palácio da Redenção.
Entendamos a engenharia política extraordinária articulada por Aguinaldo Ribeiro montando em torno de Campina Grande e Patos, a inserção de sua irmã senadora Daniella Ribeiro e do executivo Renato Feliciano (que agora será substituído) como suplentes de Nabor Wanderley atraindo a simpatia e endosso total do presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, numa estratégia a ameaçar a concorrência, inclusive a mais próxima.
VETOS E VETOS
A primeira vítima do processo da vice foi o presidente da Assembleia, Adriano Galdino, até porque a dados de hoje maior dimensão do que o governador, numa hipótese de futuro seria problema à vista para desalojá-lo. Mandou escolher entre vice e a Assembleia, portanto a escolha é sabida.
No paralelo, sem consulta aberta a todos da cúpula suprapartidária, foi escolhido “interna corporis” o nome do deputado estadual Eduardo Carneiro, mas um vídeo seu pró-Bolsonaro lhe desalojou do processo. Ele anda magoado porque até agora não foi comunicado pelos Capas Pretas.
O PT fez de tudo, mas não emplacou a vice novamente porque 2030 gerou bloqueio.
Eis que na reta final recaiu sobre a Tenente Coronel Viviane Vieira (PSB) chegando até a ser tratada como vice, mas teve seu nome vetado pelo PT sob argumento de ser Bolsonarista.
Em síntese, eis um acúmulo variado de decepções a merecer acompanhamento sobre como tudo respingará na campanha de Lucas Ribeiro, objetivamente.
O HOMEM DA FARIA LIMA
Embora o candidato de situação reverbere todo o discurso de representar o saldo de gestão dos últimos anos, não dá nem é recomendável ignorar a força triunfal do deputado federal Aguinaldo Ribeiro por ser, além de tantos títulos, homem confiável da FARIA LIMA.
Na prática, significa dizer que ele está e produz as condições reais de quem a campanha precisa para se impor. No caso específico, zero de problema financeiros.
CARDÁPIO REGIONAL
O candidato ao Senado pelo PSB, João Azevêdo, optou como primeiro suplente pelo ex-lider do governo Chico Mendes dispensando nomes de força estrutural como Dalton Gadelha e Carlos Frederico.
ÚLTIMA
“O olho que existe/ é o que vê”

