A realidade no tratamento de políticas de preservação do Centro Histórico de João Pessoa apresenta duas realidades conflitantes entre o que pregam o Iphaep e o Iphan — ambas instituições de regulação, mas que agem de formas absolutamente divergentes.
Enquanto o Iphaep acorda e permite à Câmara Municipal de João Pessoa que haja uma harmonia e ajustes arquitetônicos para admitir a implementação de elementos novos na composição de engenharia do novo prédio/sede, ao mesmo tempo o Iphan, como agente federal no trato do assunto, age de forma totalitária, mandando derrubar bases no Centro Histórico.


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Foi o que aconteceu com o prédio originalmente sede do Portal WSCOM, mas em reforma para abrigar o CTLC — Centro Tecnológico Lynaldo Cavalcanti —, notificando a empresa para a derrubada de um anexo da casa original.
“Essa gente não consegue conviver com o Louvre — equipamento pós-moderno em Paris — nem com as inúmeras ações de modernidade com a ambiência histórica da Espanha, porque não entende a composição de valores estéticos em pleno século XXI”, comentou o jornalista e empresário Walter Santos, que defende um movimento urgente para adequar as políticas contemporâneas ao zelo histórico e à modernidade.
Para ele, muitos investimentos deixam de se concretizar no Centro Histórico pelo exagero inaceitável dos dogmas preservacionistas intoleráveis, sem a flexibilidade dos tempos atuais. “Isso precisa ser revisto e readequado”.

