Suplente investigado por desvios no INSS pagou boleto de R$ 51 mil para Efraim Filho

Erik Janson Marinho, segundo suplente do senador Efraim Filho (União Brasil), pagou um boleto de R$ 51 mil para o parlamentar paraibano. Em primeiro lugar, a Polícia Federal investiga Erik por suspeita de lavagem de dinheiro na Operação Sem Desconto. O jornal O Estado de S. Paulo revelou a informação nesta segunda-feira (23), com base nos dados do inquérito sobre desvios no INSS.

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Embora a PF não investigue o senador Efraim Filho pelos desvios, o caso atinge diretamente a sua base política. Erik Janson Marinho virou alvo dos agentes em uma das fases da operação e, atualmente, utiliza tornozeleira eletrônica por ordem da Justiça. O pagamento do boleto apareceu em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O que diz o senador Efraim Filho

Ao ser questionado pelo Estadão, Efraim Filho explicou que pediu “ajuda” ao suplente para quitar o documento. O senador alegou que não possuía o dinheiro em conta no dia do vencimento da fatura.

“Trata-se de um boleto de um contrato privado meu. No dia do vencimento, eu não tinha o valor em conta. Pela nossa relação de suplente, perguntei se ele podia me ajudar a quitar o boleto. Ele disse que sim e assim o fez”, afirmou o parlamentar. Além disso, Efraim declarou que pretendia pagar a dívida, mas o suplente nunca o cobrou pelo dinheiro.

Nesse sentido, os técnicos do Coaf rastrearam o pagamento ao analisar as contas bancárias de Erik. O relatório financeiro aponta que o suplente pagava boletos de terceiros com frequência e destaca o repasse exato de R$ 51.632,64 em nome do senador.

As suspeitas que pesam sobre o suplente

A polícia suspeita que Erik Janson Marinho auxiliava um empresário (conhecido como “Careca do INSS”) a lavar dinheiro. Segundo os investigadores, Erik e a esposa abriram empresas de fachada com capital social baixo. Essas firmas serviam apenas para esconder a compra de aviões do verdadeiro dono do esquema criminoso.

Por fim, a Polícia Federal destacou no relatório que Erik Marinho participou ativamente de etapas relevantes da lavagem de capitais. Dessa forma, os agentes acreditam que ele atuava diretamente para ocultar e dissimular bens e valores ilegais.

 

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