Lucas Ribeiro diz ‘aguardar desdobramentos’ de Federação PP-União Brasil; união entre partidos vive crise nacionalmente sob sombras de escândalos

O vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), admitiu que a situação da federação entre o Partido Progressistas (PP) e o União Brasil (UB) é incerta, afirmando que aguarda o “desdobramento” do acordo. Lucas  se alinha ao governador João Azevêdo (PSB) e teria expectativa de apoio do presidente Lula (PT).

A fala ocorre em um momento de instabilidade para o bloco, que tem divergências estaduais e a proximidade de seus líderes nacionais com empresários alvos de investigações de grande porte, segundo a mídia nacional.

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Questionado sobre a indefinição da federação e se haveria pressão em relação ao seu apoio ao presidente Lula, Lucas pregou cautela.

“Olha, não, ainda estamos aguardando, para ser bem sincero, ainda tá aguardando algum desdobramento, e não há nenhum tipo de [cobrança] até porque não tem ainda a definição da federação de como vai ser, do protocolo dela no Tribunal Superior Eleitoral. Então, a gente tá aguardando essa, essa definição do que realmente vai acontecer”, declarou.

Na Paraíba, a federação ainda tem um desentendimento devido à disputa pelo governo estadual. Enquanto Lucas Ribeiro (PP) tende ao apoio de Lula, o senador Efraim Filho (União Brasil) se alia à direita.

A crise da Federação PP-União Brasil

Sete meses após ser anunciada, a federação entre PP (presidida por Ciro Nogueira) e União Brasil (presidida por Antonio Rueda) enfrenta uma combinação de problemas. O principal ponto, segundo a imprensa nacional,   é a proximidade dos líderes da federação, Ciro Nogueira (vice-presidente) e Antonio Rueda (presidente), com empresários recentemente investigados:

Banco Master: O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso por emissão de títulos de crédito falsos, levando à liquidação da instituição. O ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, também foi preso.

Grupo Fit (Refinaria de Manguinhos): O controlador, Ricardo Magro, foi alvo de operação da Receita Federal e polícias estaduais sob suspeita de crimes como sonegação e fraude, que teriam causado um prejuízo de R$ 26 bilhões. O senador Ciro Nogueira chegou a atuar no Congresso em projetos de interesse do grupo.

 

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