Justiça

Padre Egídio, suspeito de desviar recursos do Hospital Padre Zé, tem pedido de prisão negado pela Justiça


01/11/2023

Padre Egídio de Carvalho Neto era diretor do Hospital Padre Zé (Foto: Divulgação/Paróquia Santo Antônio de Lisboa)

Redação/Portal WSCOM



A Justiça da Paraíba negou um pedido de prisão contra o Padre Egídio Carvalho, nessa terça-feira (31). O juiz José Guedes, da 2ª Vara Criminal de João Pessoa, rejeitou o pedido de detenção do ex-diretor do Hospital Padre Zé, que está sob investigação pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) e pela Polícia Civil devido a suspeitas de desvio de recursos destinados a instituição filantrópica de saúde, localizada na capital.

Uma operação foi realizada no início do mês em relação ao escândalo envolvendo o padre. A investigação que embasou a Operação Indignus indica que o Padre Egídio Carvalho é o verdadeiro proprietário de imóveis de luxo, incluindo aproximadamente 10 apartamentos, alguns de alto padrão.

A investigação teve início a partir da suspeita de furto de mais de 100 aparelhos celulares, e resultou na execução de 11 mandados de busca e apontou a existência de dois empréstimos no valor de cerca de R$ 13 milhões.

As primeiras evidências sugerem desvios potenciais de recursos públicos alocados para fins específicos, através da falsificação de documentos e pagamento de propinas a funcionários ligados às respectivas entidades. Essas condutas apontam, em princípio, para os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, peculato e falsificação de documentos públicos e privados.

O pedido de prisão foi apresentado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). O Padre Egídio compareceu voluntariamente ao Gaeco em 6 de outubro e entregou seu próprio celular para fins de investigação.



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