Política

Ex-assessor paraibano de Bolsonaro é acusado de criar grupos para disseminar informações falsas


09/02/2024

O ex-assessor especial da Presidência da República, Tércio Arnaud Tomaz e o ex-presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

Da Redação / Portal WSCOM



Apontado como braço direito do vereador Carlos Bolsonaro (PL) e considerado uma das figuras-chave do “gabinete do ódio”, o ex-assessor de Jair Bolsonaro, Tércio Arnaud Tomaz, é acusado de criar grupos de WhatsApp visando enviar informações falsas para a militância bolsonarista. De acordo com reportagem do Estadão, Aranud teria enviado mensagens que tentavam associar a figura do presidente da República Luiz Inácio lula da Silva (PT) ao narcotráfico e atacavam a honra da primeira-dama Janja Lula, dentre outras informações falsas compartilhadas.  

A defesa de Tércio afirma que não conhece a existência dos grupos virtuais, mas ainda assim o paraibano foi alvo de mandados de busca e apreensão na Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (8). Na autorização para que o ex-assessor de Bolsonaro fosse alvo da ação da PF, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, indicou Tércio, Anderson Torres e o tenente-coronel Mauro Cid como membros do “núcleo de desinformação e ataques ao sistema eleitoral”.  

Em uma das mensagens compartilhadas por Aranud nos grupos, ele afirmava que Lula voltaria à presidência da República para “para destruir nosso país e nossas famílias”. O ex-assessor acusou militantes de esquerda de defenderem a pedofilia.  

“Janja provocando o pr (presidente da República). Desesperada”, dizia Arnaud em outra das mensagens das quais o Estadão teve acesso. Além de compartilhar as informações falsas Tércio costumava dar ordens para que as mensagens fossem compartilhadas massivamente. De acordo com ele o material deveria rodar as redes e chegar aos celulares de todos os cidadãos brasileiros.  



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