Justiça

Caso Mariana Thomaz: Justiça aceita pedido de adiamento do júri feito pela defesa de Johannes Dudeck


06/11/2023

Mariana Thomaz e Johannes Dudeck (Foto: Reprodução)

Redação/Portal WSCOM



O juiz do 2º Tribunal do Júri de João Pessoa aceitou o pedido de adiamento do júri popular de Johannes Dudeck, que estava originalmente marcado para o dia 9 de novembro, próxima quinta-feira. O adiamento foi concedido para permitir a participação do advogado de defesa na Associação Nacional de Advocacia Criminal (ANACRIM) em Belo Horizonte.

A decisão gerou descontentamento no Ministério Público da Paraíba (MPPB), que manifestou a intenção de informar o ocorrido à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Caso seja apresentado um terceiro pedido de adiamento, o pedido será notificado para designar outro advogado.

Se houver um terceiro pedido de adiamento, o MP pede que o réu seja intimado para constituir outro advogado e, se não o fizer no prazo, que seja nomeado um defensor público. Segundo a Promotoria, há uma estratégia da defesa para postergar o julgamento, que já deveria ter ocorrido no último dia 20 de setembro.

Após a decisão, o advogado Aécio Farias afirmou que se sentiu injustamente atacado por exercer sua prerrogativa de advogado, que é a de postular em justiça. Ele caracterizou o episódio como uma tentativa de interferência em seu trabalho, mas garantiu que não irá recuar.

Aécio também destacou que o julgamento será realizado a portas fechadas, de acordo com seu pedido, argumentando que esse tipo de crime deve ser tratado em segredo de justiça. O juiz observou o julgamento para os dias 15 e 16 de novembro, atendendo às partes envolvidas.

Sobre o caso

De acordo com a denúncia do Ministério Público da Paraíba, a estudante de medicina Mariana Thomaz foi morta no dia 12 de março de 2022, pelo réu Johannes Dudeck, com quem teve um relacionamento amoroso.

O crime ocorreu no apartamento do acusado, e a perícia constatou que houve esganadura e extrema violência sexual contra a vítima. A Promotoria de Justiça pede a condenação do réu pelos dois crimes: feminicídio e estupro.



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